Inteligência Emocional e Liderança

Descubra como lidar com as emoções negativas no ambiente de trabalho

Ser líder não é fácil. Até mesmo para aquelas pessoas que já nasceram com o dom de aglutinar pessoas ao seu redor, conduzi-las para um lugar em comum, exponencializando os potenciais individuais que transformam uma ideia em um resultado palpável. Estas pessoas tem a liderança como fator fundamentar para os resultados obtidos.

Se já não é simples, nem fácil para quem já tem a habilidade nata, imagine agora para quem não nasceu com o dom, ganhou a competência perante os desafios que enfrentou, e que se esforça cotidianamente para atender as expectativas.

Existe responsabilidades inerente ao líder que muitas vezes não estão explícitas na descrição da vaga ou claras na definição de novos desafios. E faz parte deste rol seleto a responsabilidade de tomar decisões que farão avançar, retroagir ou aniquilar com o objetivo proposto.

E qual é a raiz da tomada de decisão?

Se for um caminho que já foi trilhado, a decisão é racional. Faz parte do processo, afinal de contas, já foi realizado outras vezes. Mas se for algo novo? Algo que ninguém fez ainda? Quais são as emoções que envolvem o objetivo traçado? Quais as referências que o líder busca para encontrar uma saída para a encruzilhada que se encontra?

Daniel Goleman, PhD. em psicologia por Harvard e precursor mundial da Inteligência Emocional, afirma que para que líderes sejam efetivos eles devem conhecem a ciência por trás do comportamento e dá dicas de como lidar com estas situações.

Não piore as situações que já estão ruins

Nada está tão ruim que não possa ser piorado. A dinâmica de comunicação com o superior e a transferência da informação para os membros da equipe, pode não parecer, mas é um bom desafio. Neste momento o líder pode transformar notícias ruins (números muito aquém do esperado ou perda de um grande contrato) em notícias péssimas (além da pressão da empresa, punição pessoal com o aumento da carga horária de trabalho diário, férias adiadas, trabalho aos finais de semana, etc).

Autoconsciência e sentimento contagiantes 

segundo

estudo realizado pelo Dr. Andrew Meltzoff (Instituto de Ciência & Estudo do Cérebro da Universidade de Washington) foi comprovado que as pessoas se conectam captando as emoções das outras gerando um contágio emocional, automático, instantâneo e inconsciente totalmente fora do controle racional, principalmente quando advindas de uma relação hierárquica de poder. Caso não haja a consciência sobre os gatilhos automáticos, as pessoas de grande influência espalham estas emoções, tornando-se replicadores do sentimento, contagiando o grupo ao seu redor.

Autoconhecimento e controle do contágio emocional

Ampliar o autoconhecimento e entendimento do significado que as informações possuem ajudam os líderes a controlar suas emoções e criar uma cultura de emoções positivas em seu time. O primeiro passo é reconhecer sua emoção e modifica-la caso não seja útil. No coaching, “Técnica dos 6 segundos”, que pode contribuir para interromper padrões mentais automáticos.

Mudança de fisiologia

85% do estado emocional é resultado da nossa fisiologia (forma como o corpo se comporta mediante a um estado emocional). Por exemplo: quando se está feliz, as pessoas sorriem. Caso esteja tenso ou preocupado, sorria intencionalmente. Isso vai fazer com que interrompa o padrão mental automático de contágio de emoções, abrindo novas possibilidade de comunicação com outros sentimentos agregados.

Controle você mesmo primeiro

sentimentos de aflição, impulso, medo estão diretamente relacionados a uma parte do cérebro chamada amígdala. Faz parte do sistema neural primitivo responsável por enviar informações que nos fazem tomar ações em momentos de risco à sobrevivência. Existem muitos casos que a amígdala é sequestrada e envia comunicação para produção hormônios (como por exemplo a adrenalina) que nos colocam em estado de defesa da nossa sobrevivência, mesmo que não estejamos sendo fisicamente atacados ou que não existem risco eminente à nossa vida.

No caso de uma situação tensa, o mais indicado para conseguir se controlar é tomar 5 a 10 minutos de tempo e respirar profundamente. Este tempo vai contribuir para que o hormônio liberado seja dissipado e eliminado pelo organismo, o que permite com que retorne ao local de trabalho com mais controle e consciência.

Conduza com empatia  

De forma simplificada, empatia é se colocar no lugar do outro e é fundamental para o desenvolvimento de relacionamento, principalmente no ambiente de trabalho. Ela pode acontecer de 3 formas:

  1. Empatia Cognitiva – cria conexão sobre o que a outra pessoa pensa sobre o mundo. Isso permite que a pessoa ouça e compreenda o que está sendo dito e crie uma forma mais adequada de repassar as ideias.
  2. Empatia Emocional – entender como as pessoas se sentem. Quando apenas a aflição, medo e angústia são transmitidos, o desperdício de tempo para neutralizar os sentimentos negativos é muito maior. Entender como as pessoas se sentem contribui para o avanço das negociações e resultados mais rápidos.
  3. Preocupação empática – é a forma mais complexa de empatia, onde se entende os que as pessoas precisam e expressa como você se preocupa com aquela necessidade.

Todos estes recursos são de aplicabilidade imediata. Estabeleça uma sequência que lhe faça sentido e colha resultados diferentes. Estas dicas podem mudar sua trajetória dentro da empresa