Quanto custa um Sonho?

Matéria publicada no jornal Diário da Região em 28 de fevereiro de 2016, pelos jornalistas Gabriel Vital, Cecília Demian e Tatiana Pires

Um sonho pode custar caro. Fazer tratamento por 21 anos para realizar o sonho de gerar um filho é um exemplo da luta de quem encarou desafios, noites sem dormir, frustrações e mesmo assim não desistiu.

São histórias assim que serão contadas nesta reportagem, mostrando que não importa o tamanho do sonho, em alguns casos, pode parecer que o objetivo está cada vez mais distante, e é nessa hora que uma palavra faz toda a diferença: resiliência.

Para a psicóloga clínica e organizacional Kátia Ricardi Abreu, a resiliência é

“a firmeza manifestada pela alta motivação em se conseguir o que quer”.

Ela explica que, quando o sonho é maior que os obstáculos, a motivação interna que o sonhador tem é tão intensa que a pessoa não desiste, acreditando que um dia vai conseguir.

“Mas precisa querer mesmo e com muita intensidade, colocar muita energia, empenho, ação. Os obstáculos são esperados e contornados à medida em que vão aparecendo, sem que a pessoa desista do seu objetivo”, explica a psicóloga.

Além da resiliência, é preciso ter foco, o que a psicóloga explica como a ‘alta concentração da energia no objetivo a ser alcançado’.

Quem está focado no sonho geralmente acorda e dorme pensando no que pode fazer para atingir sua meta, mas não basta querer, também é preciso planejar.

“É muito comum querer, mas não planejar como conseguir o que se quer. O planejamento não precisa ser rígido, mas é uma etapa fundamental no processo. Pessoas que têm dificuldade nesta etapa, podem não conseguir, mesmo querendo muito. Ou seja, só querer não é suficiente. A ação é o que veicula o desejo”, ressalta Kátia.

Em 2015, uma pesquisa do instituto Data Popular ouviu 3,5 mil brasileiros em 153 municípios e constatou que 65% deles tinha o objetivo de viajar para o exterior, mas não conseguiram realizar esse sonho no ano passado.

Já em 2016, 42% dos brasileiros acreditam que conseguirão fazer uma viagem para fora do Brasil.

Outro sonho comum entre os entrevistados é relativamente simples: comprar um computador. 92% das pessoas ouvidas têm esse objetivo e acreditam que podem realizá-lo em 2016.

Por outro lado, apenas 35% querem e acreditam que podem comprar uma casa ou apartamento neste ano, e outros 50% têm como objetivo comprar um carro.

Rogério Martins, CEO da Academia Brasileira de Coaching, acrescenta que é importante transformar o sonho em meta, colocando, inclusive, uma data para que aconteça.

“Do contrário, vai continuar sendo apenas um sonho do tipo: um dia vou me casar, um dia vou fazer aquela faculdade, um dia vou montar meu próprio negócio”.

Para o coach, quando os sonhos são imaginados dessa forma, o cérebro não os entende como algo real.

“Ele (o cérebro) pensa o seguinte: quando chegar o dia, vamos realizar este desejo, enquanto isso, deixa eu me ocupar com coisas mais urgentes”, diz Rogério Martins.

Ele explica que muitas pessoas agem passivamente diante de seus sonhos porque, quando entram na vida adulta, colocam suas vidas no ‘piloto automático’ e param de sonhar, vivendo apenas na base da sobrevivência.

Portanto, o primeiro passo é voltar a sonhar. Depois, é preciso traçar uma meta e o sonhador deve estar disposto a abrir mão de algumas coisas.

“Não há ganhos sem perdas”, afirma.

Por fim, é necessário ter motivação para seguir disposto a lutar para atingir o objetivo.

“Um dos grandes sabotadores dos sonhos é o fato das pessoas geralmente não terem muito claro o real motivo do porquê e para que elas querem aquilo que dizem querer. Até porque, querer não é apenas poder. Isso é só o primeiro passo. Fazer é poder e, para isso, a pessoa precisa estar motivada. E é justamente esse motivo que irá manter a pessoa no caminho da realização dos seus sonhos, sem que ela desanime”, explica Rogério.

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(1) Comments
  1. Parabéns aos jornalistas e ao Rogério Martins e a Kátia Abreu. Muito bom.

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