Diga-me com quem andas que te direi quem se tornarás

Artigo do nosso CEO e Master Coach Internacional, Rogério Martins, na Revista Bem Estar do Diário da Região de 17 de maio de 2015.

Ao nos relacionar com os outros, não podemos deixar de levar em conta a influência que eles têm sobre nós. Poucas coisas são tão importantes para o desenvolvimento de um indivíduo como o ambiente que o circunda.

Fala-se que nos tornamos as pessoas com quem convivemos. Cerque-se de pessoas felizes e serás contagiado pelo bom humor, fique com pessoas tristes e negativas e acontecerá inevitavelmente o oposto.

Mas, além de motivos evidentes e superficiais pelos quais isso ocorre, a razão principal está na influência psicológica que sofremos, por aquilo que na sociologia é chamado de grupo de pares, ou seja, as pessoas com as quais tendemos a nos socializar e que têm uma influência emocional sobre nós.

Você já fez algo e se preocupou com o que os outros podiam pensar?

Certamente, e com certeza não era a opinião de desconhecidos que o preocupava, mas daqueles que são emocionalmente importantes: amigos, parentes, colegas, as pessoas com as quais você se relaciona com mais frequência e cujas opiniões lhe interessam.

Nos adolescentes, o grupo de pares tem uma influência enorme, pois a relação com os próprios pares é, talvez, o veículo principal pelo qual eles satisfazem suas necessidades.

Acontece com muita frequência das pessoas modificarem seus desejos para responder às expectativas que os outros, alimentando constantemente tal dependência emocional.

Os pais que não concordam com determinadas escolhas, os amigos que tiram o sarro de quem quer fazer algo diferente do comum, o parceiro ou a parceira que tenta incutir sentimento de culpa no outro, os colegas que com seus olhares de desaprovação não dizem nada, mas deixam muito claro o que pensam.

Nessas situações, com relação ao seu “grupo de pares”, você tem três possibilidades: segui-lo, deixá-lo ou guiá-lo.

Se o seguir, você decide se condicionar pelo externo, ser influenciado nas suas escolhas e fechado na mediocridade.

Decide dar mais importância às opiniões dos outros do que às suas, considerar mais importante o que os outros querem para a sua vida do que o que você realmente quer.

Se você estabelece deixar o seu “grupo de pares”

Não ser mais influenciado e caminhar com as suas próprias pernas, às vezes pode ser a solução mais certa, sobretudo se o grupo for nocivo.

Deixar o “grupo de pares” significa também escolher não se deixar influenciar e se libertar do medo da crítica e do julgamento dos outros.

A terceira escolha é Guiar o próprio “grupo de pares”

é a escolha da liderança, que implica não só não se deixar condicionar pelas suas opiniões e crenças limitadas e limitantes, mas se tornar um exemplo que os mova na direção de uma mudança. A sua certeza é transferida ao grupo, que encontra imediatamente a força que lhe faltava.

Isso é o que fazem os líderes, isso é o que o convido a fazer. Peço que se junte ao grupo daqueles que correm, decididos, pelo caminho que leva aos seus próprios sonhos e objetivos. Daqueles que assumem para si a responsabilidade de fazer os outros saberem que são capazes, que podem traçar o próprio caminho, guiar como exemplos.

Em cada caso, selecione atentamente as pessoas com as quais você passa o tempo e compartilha suas emoções. Há duas grandes categorias de pessoas: aquelas que te dão energia e aquelas que tiram.

A primeira é composta por aqueles que nos fazem sentir bem, à vontade, relaxados e serenos. À segunda pertencem aqueles que nos deixam ansiosos, nos angustiam, que se lamentam sempre ou que nos culpam pelos seus problemas e falhas.

Pelos primeiros você é ouvido, recebe atenção, amor, apoio e satisfação: são elementos que “te elevam” continuamente e são sempre ativos. Dos segundos, você recebe lamentações, problemas e vitimização: essas pessoas roubam muita energia.

Um estudo realizado pela Harvard Medical School revelou que as pessoas que nos rodeiam influenciam nosso humor

Se uma pessoa de seu convívio fica feliz, a chance de você ficar mais contente, só por conviver com ela, é de 60%. Como se fosse um efeito dominó, a felicidade contagia.

Outro estudo revela que uma pessoa tem 15% mais chance de ficar bem-humorada se estiver diretamente em contato com a pessoa nesse estado de espírito.

Na minha prática de Coach LPC um dos exercícios que convido meu cliente a fazer é escrever uma lista das pessoas com as quais ele gasta mais tempo e adicionar, ao lado do nome, um “mais” se é uma daquelas que lhe dão energia, ou um “menos” se for uma que tira energia.

Ao fazer isso, muitos percebem que as pessoas mais próximas – esposas, maridos, filhos, pais, colaboradores -, na realidade, roubam muita energia.

Pode não ser uma descoberta prazerosa, mas é sempre bom estar ciente a respeito. O que fazer? A minha dica é sempre: Ame a sua família. Ame-os e aceite-os assim como são e seja grato pelo que fizeram por você. Escolha o seu “grupo de pares”.

Cerque-se de pessoas que possam ajudá-lo a crescer e a melhorar.

Passe seu tempo com quem lhe dá energia e não com quem lhe tira. Se você quiser emagrecer, conviva com quem respeita o próprio corpo, cuide da sua alimentação e faça esporte regulamente, de modo prazeroso.

Se quiser melhorar a sua situação financeira, modele pessoas prósperas e que tem crenças potencializadoras relacionadas ao dinheiro. Se quiser ser um líder, cerque-se de líderes.

Segundo o grande mestre Jim Rohn:

“você é a média das cinco pessoas com que passa mais tempo”

Assim sendo, é de fundamental importância que você conviva com pessoas que te elevam e inspiram para grandes realizações. Lembre-se sempre de que: “pássaros da mesma pena voam juntos”, portanto, diga-me com quem andas que te direi quem se tornarás!

Rogério Martins é criador do Método LPC, master coach internacional e CEO da Academia Brasileira de Coaching

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